sexta-feira, 2 de outubro de 2020

A vegetação do Pantanal que deve ser restaurada agora.

 


Depois da maior destruição causada recentemente pelos incêndios que assolaram o Pantanal, chegou a hora de montar uma estratégia de recuperação. Primeiro da biodiversidade vegetal, depois reintroduzir os poucos animais salvos.

O bioma do Pantanal é único e apresenta uma rica diversidade de espécies vegetais, que devem ser reentroduzidas para que continue sendo um paraíso natural como era antes das queimadas.

São diversos tipos de plantas terrestres e também aquáticas de pequeno,médio e grande porte.

É importante ressaltar que esta diversidade de vegetação é de grande, diria, extrema importância para a preservação do ecossistema pantaneiro e contribui para  regulação do clima da região e de importância ainda maior para manter a grande variedade da fauna e as milhares de espécies de animais e insetos (que são alimento de grande parte destes animais na cadeia alimentar).

As características da vegetação do local que as torna única são 

  • Grande diversidade de vegetação;
  • vegetação aberta que difere da mata atlântica e da Amazônia;
  • a vegetação varia de acordo com o relevo do pantanal e;
  • vegetação de transição entre dois biomas que são a vegetação do Cerrado e da Amazônia, ou seja, ela vai se mesclando como um "degradee".

Quais as principais espécies da vegetação do pantanal que temos que iniciar a recuperação o quanto antes (onde foi degradado pelo fogo)

  • Aguapés (planta aquática)
  • Alfaces d’água (planta aquática)
  • Ipês (árvores de grande porte)
  • Acuri (espécie de palmeira)
  • Carandá (espécies de palmeira)
  • Angicos (arbustos)
  • Figueiras (árvores frutíferas de médio porte)
  • Piúvas (árvores de grande porte)
  • Orquídeas (plantas de pequeno porte)
  • Bromélias (plantas de pequeno porte)
  • Mandacaru (cactos presentes nas áreas de transição entre Cerrado e Pantanal)
  • Aroeiras (árvores de médio a grande porte)

Dentre as frutas que devem urgentemente serem replantadas para poder dar suporte a vida dos animais da região destaco:

  • Guavira - Campomanesia spp
  • Bocaiúva - Acrocomia aculeata
  • Pequi - Caryoca brasiliense
  • Laranjinha-de-pacu - Pouteria glomerata
  • Jatobá - Hymenaea courbaril
  • Baru - Dipteryx alata
  • Jenipapo - Genipa americana L.
  • Mangaba - Hancornia speciosa
 

 Bem estas são as básicas, há muito mais alguns pés de goiaba, pitanga, jabuticaba entre tantas outras. Estas citadas são as mais ameaçadas e que tornam este bioma único, por isso devem ser replantadas (sim replantadas com mudas já com 1 metro de altura pelo menos) para acelerar o processo de recuperação e retorno (ou evitar a mais mortes, agora por fome) dos animais da região.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

A dífícil recuperação

 


Muito se perdeu com as queimadas, em especial com a região do Pantanal (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

Fauna, flora, insetos, répteis, anfíbios, pássaros, pessoas e muito mais que isso, qualidade do ar, produção de grãos e alimentos, pastagens, animais domésticos e domesticados, enfim muita coisa se perdeu neste trágico evento.

Como foi visto por imagens de satélites (não só os do INPE), mas de diversas estações de observação de controle do clima, mais de 20% da biodiversidade do Pantanal foi perdida nestes incêndios.

Mas, o fato pior a ser analisado agora é a restauração do lugar. Não existe uma medida nem estratégia para isso. Não temos empresas nem mudas de árvores nativas para serem replantadas e recuperar estas áreas, plantas estas que se tivessem 1m de altura, por exemplo, aumentariam as chances de recuperação e diminuiriam o tempo de recuperação em pelo menos 15%, já que são árvores e mudas já "pegadas" ou seja com resistência e tamanho suficiente que podem ter sucesso em seu crescimento e evolução muito maiores que esperar a natureza resolver esta questão sozinha.

Não temos este tipo de "prevenção", de manter um plantel de mudas aguardando a hora de serem utilizadas. Se cada fazendeiro, sitiantes ou comunidade tivesse um espaço de 100m² dedicados a manter mudas de plantas endêmicas, para que  fossem transportadas, transferidas e replantadas no local degradado a recuperação seria muito mais rápida e prática. No caso da comunidade um trabalho de utiliza-los para coletar sementes e manter um banco de sementes para serem usadas na semeadura e no replantio seria maravilhoso e sem grandes perda de diversidade local.

O problema não é que a natureza não vá se recuperar, ela vai. Vai demorar, mas ela vai se recuperar, o problema agora é: A pouca vida, animais, insetos, pássaros, répteis e anfíbios por exemplo não terão alimento para se manter nesta região. E não tendo semente, não tendo atrativos, não tendo árvores para eles pousarem (no caso dos pássaros que são dispersores de sementes) não haverá repovoamente de espécies na região ou se existir será muito mais demorado.


É nisso que temos que focar com esta lição, é fazer com que os fazendeiros e sitiantes, donos de hotéis e pousadas incentivem e mantenham um viveiro de árvores nativas, frutas nativas, plantas por assim dizer, que em momentos como estes salvarão não só o seu negócio mas as espécies que estão lá.

Eu tenho um projeto bem legal que estou desenvolvendo como estudante de biologia e já está bem estruturado para este tipo de mantenedor de espécies, estes viveiros de repovoamente e recuperação, se alguém estiver interessado em saber mais e participar do projeto é só chamar.

Nos próximos posts vou dar mais detalhes do que e como os impactos da demora em reconstruir (recuperar ou restaurar) estas áreas podem impactar muito mais no que já vivemos hoje e nas próprias plantações, pecuária, etc. da região.


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Queimadas (desastre) no Pantanal - visão simplista


O que dizer de um desastre que consumiu mais de 20% de todo o Pantanal?

É bastante complicado comentar e até "apontar o dedo" para um culpado ou querer achar um culpado neste momento.

O caso no entanto é preocupante e um alerta para que com este desastre aprendamos logo a lidar com situações como esta, não só para evitar como também para recuperar a área, que em vias de fato até o momento ninguém sabe o que e como fazer.

Mas de quem é a culpa?


Segundo um comentário não muito feliz que ouvi, a culpa são dos caboclos e índios em lugares já conhecidos, mas o caso não é bem assim.

Existem uma somatória de eventos que culminaram a esta perda inestimável da fauna, flora e de recursos se quer conhecidos que possam ter sido destruídos neste episódio.

Quais são estes eventos:

  1. A região do Pantanal e outros locais do Brasil onde os incêndios foram mais intensos e destruidores passam por uma seca grave;
  2. fatores ambientais como aquecimento e elevação da temperatura, seja por aquecimento global, falta de chuva entre outros eventos favorecem ainda mais a desidratação das matas. Entre fatores fora do controle humano estão descargas elétricas causadas por raios que podem iniciar incêndios;
  3. pontes entre os rios da região feitas de madeira, ou seja, mesmo que um rio ou um "charco" parasse o avanço das chamas a tal ponte iria dar continuidade a trajetória do fogo;
  4. queimadas provocadas pelos fazendeiros e então podemos incluir uma parcela de caboclos e índios que se utilizam de fogo para limpar áreas para plantio e pastos, podem ter saído do controle;
  5. uma pequena parcela de incêndios criminosos, sim tem gente ruim que põe fogo mesmo só para ver queimar ou prejudicar, os que não estão nem ai;
  6. falta de efetivo para combate a incêndio florestal e em áreas como o do Pantanal;
  7. falta de investimento para combate e principalmente prevenção de incêndios e educação ambiental;
  8. Falta de alternativa para culturas, ecoturismo e atividades a população;
  9. Política de preservação, controle e organização no contexto de proteção ambiental, recursos naturais, hídricos, fauna e flora;
  10. OPORTUNISTAS e ATIVISTAS temporários e "profissionais",  muita demagogia neste momento de crise e com isso muito da POUCA VERBA destinada a preservação, combate e conservação vai parar em contas e nas mãos erradas.

Estes são os 10 principais fatores por que a coisa tomou esta proporção enorme.

Mas esta é a minha opinião que é compartilhada por muitos e que, como estudante de biologia são as teorias mais bem aplicadas a esta devastação que observamos causada pelo fogo que acabou recebendo toda a culpa. O fogo é importante para a vida ele muda o mundo.

Eu digo que a descoberta do fogo pelo Homem a milhões de anos não foi a melhor coisa que aconteceu para ele, mas quando ele aprendeu a controlar o fogo ai sim o HOMEM deu um passo enorme em sua evolução. A resposta é ter controle, e quando se perde o controle perdemos muitas vidas.

Importante frisar que não estou dizendo que atear fogo é a solução, mas em toda a escala da evolução dos problemas vistos a falta de controle e de estratégia e PREPARO piorou a situação.


Retornando as atividades II


Saudações Verde Oliva a todos.

A um bom tempo não posto nada no blog, isso é ruim não só para vocês que acompanham como para mim que escrevo, indicando que estou mais ocupado do que deveria e em atividades diferentes a esta de estar no meio da natureza.

Outro motivo é que estou bastante ocupado com as atividades da Universidade no meu curso de Biologia e logo após já "engatou" o tal Covid-19 que atrapalhou mais ainda os planos e projetos que eu tinha não só para o blog como para outras atividades ligadas a Bushcraft, ecologia e biologia.

Mas vamos lá, a partir desta semana (28/09) vou manter maior regularidade no blog.

Infelizmente a página do facebook foi perdida, por isso para acompanhar os trabalhos, estudos e postagens terá que acessar aqui o blog ok.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Afiação de facas

Uma faca cega não serve para muita coisa.
Além de não cortar apropriadamente faz a gente passar uma tremenda raiva. Dizem os especialistas que é mais fácil vocẽ se ferir ou ter um acidente manuseando uma faca cega do que uma bem afiada. Um dos fatores é que com uma faca cega você vai demandar mais força sobre a lâmina e cabo e também sobre a superficie ou objeto a ser cortado.
Mas como afiar uma faca apropriadamente?
Para quem gosta de ter suas facas sempre afiadas uma boa pedra é fundamental.
Porém, diversos materiais podem afiar bem uma lâmina e serem improvisados como um cascalho, uma folha de lixa, uma lima, um soleira de porta de granito, a própria pia da cozinha (de pedra ok, não as de aço inox), um seixo de rio e por ai vai.
As minhas facas eu sempre mantenho bem afiadas e tenho um bom cuidado com elas, mesmo as usadas na cozinha. Já não posso dizer o mesmo de quem as usa depois de mim :-(.
Vamos lá então, eu não vou fazer um baita tutorial de como afiar facas nem tão pouco um vídeo sobre isso, vou aproveitar e recomendar o vídeo do Celso Cavallini com o Ricardo Vilar que tem tudo que você pecisa saber sobre afiação de facas seja para qual finalidade for. A propósito recomendo o canal do Celso no Youtube é muito bom e tem excelentes dicas e aventuras.

domingo, 24 de setembro de 2017

Para prender algo com uma corda ou cordame, barbante ou mesmo uma linha de pesca precisamos de um nó.
O nó é um método de apertar ou segurar um material a outro por meio de amarração e entrelaçamento.
Existem vários tipos de nós que podem ser usados para a mesma função. O ideal é que se conheça ao menos dois a três tipos de nós diferentes com a mesma aplicação para que possamos escolher o nó mais apropriado para cada situação, pois dependendo do ponto de apoio (onde se amarra) e do tipo de corda um nó pode ser mais adequado que outro. Isso se deve pois um nó pode ser bom para uma corda do tipo sintética (Polipropileno, poliamida, etc) e não tão bom para uma de fibras naturais (sisal).
As partes de uma corda ou ou cabo são as seguintes:
  • Alça - uma volta resultante da união dos chicotes de uma corda.
  • Chicote, extremidade de trabalho ou apêndice - as pontas de um cabo ou corda. (working end)
  • Encapeladura - corresponde a dar-se uma nova volta ao laço. (elbow)
  • Laçada ou seio - corda dobrada sobre si própria, sem, no entanto, se cruzar; corresponde ao meio de uma parte da corda. (bight)
  • Laço - é o cruzamento de duas partes da corda. (loop)
  • Parte passiva ou parte abandonada - parte restante da corda (inclui o outro extremo da corda). (standing end)
As categorias dos nós são:
  • Amarras e voltas
  • Emendas
  • Gacheta
  • Lais de guia e laços
  • Nós de ligação
  • Nós fixos ou de bloqueio

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Retornando as atividades

Ufa, após um longo período afastado estou de volta.
Não abandonei a página como alguns possam pensar, somente o trabalho e assuntos pessoais tomaram todo o meu tempo, inclusive o de lazer, o que levou a deixar um pouco "dormente" esta página de que tanto me orgulho.
Voltei com um assunto sobre como nos misturar ao ambiente sem sermos notados, a camuflagem.
Mas o que é camuflagem?
A camuflagem é o conjunto de técnicas e métodos que permitem a um dado organismo ou objeto permanecer indistinto do ambiente que o cerca. Têm-se como exemplos desde as cores amadeiradas do bicho-pau até as manchas verdes-marrons nos uniformes dos soldados modernos. Difere do mimetismo, que consiste na presença, por parte de determinados organismos denominados mímicos, de características que os confundem com um outro grupo de organismos, para sua proteção.
A camuflagem atual tem uma história relativamente recente. No nascimento das guerras modernas, no século XVIII – quando surgiram os rifles de longo alcance – o conceito de camuflagem incluía se vestir de verde-floresta ou cinza-campo. Na Primeira Guerra Mundial, as tropas experimentavam a “camuflagem dazzle“, que tornava difícil medir com instrumentos a proximidade de uma embarcação à distância. Logo a técnica passou a ser usada em humanos.
historia-camuflagem-3